Hoje me lembrei das muitas mentiras que ouvi na vida, mas também das vezes que precisei mentir ou omitir algum fato para sair de alguma cilada. Mentir, inventar, ser criativo e malandro para não ser passado para trás, faz parte. Mas para tudo há um limite saudável. Sabe quando isso se torna um grande problema? Quando enganamos a nós mesmos.
Dei uma fuçada num texto antigo para publicar aqui no blog. Nem falei dos mentirosos que cruzaram a minha vida, isso será assunto para um outro post, mas acho que vale a leitura.
“Por favor, eu só quero ser um menino de verdade.”
A frase acima é de David, do filme AI. Inteligência Artificial, de Spielberg. Acho que a visão que Steven tem da evolução humana, e da vida em outros planetas, é fascinante. Nessa história o diretor propõe que, num futuro, com a elevação dos mares, devido o aquecimento global, a terra voltará à era glacial. Seus habitantes serão metade seres humanos e metade androides.
Penso que realmente caminhamos para isso. Temos uma grande necessidade de que as máquinas façam o nosso trabalho, seja no esforço dos braços mecânicos, por nossas limitações; seja por nosso esforço mental, igualmente limitado. Ninguém calcula como uma máquina, tão-pouco tem a sua força motora.
Você já ouviu falar em nanotecnologia? Trata-se da tecnologia em tamanho miniatura. Você já imaginou o dia em que tivermos um Bluetooth ou um chip implantado no cérebro? Vai ser tão mais fácil trocarmos informação. E, pelas leituras que tenho feito pode guardar uma graninha para implantar o seu em 2025.
Em AI, o desejo do pequeno David era ser transformado num menino de verdade. Toda sua vontade, ainda que programada, era ser aceito por sua mãe. Combinamos que isso vai muito além da ficção e é muito mais real do que supomos. Spielberg traçar um paralelo entre o desejo de David e o desejo do Pinóquio de Carlo Collodi, ou o desejo de muitos meninos.
David aguardou por dois mil anos, após ter encontrado a Fada Azul, para que seu desejo fosse realizado. Na verdade, o desejo de ser transformado num menino de carne e osso jamais se tornaria real. Após esse longo período o androide é encontrado por robôs mais evoluídos que sobreviveram a era glacial. Estes o concedem o direito a um único pedido. David pede para ter sua mãe de volta. Pela primeira vez em sua vida o pequeno vai parar no lugar onde nascem os sonhos e acontece o reencontro.
Há alguns anos caiu na minha mão um livro chamado ‘A vida em Marte e os discos voadores’. Seu autor fala da existência de vida naquele planeta. Ramatís diz que seus habitantes estão num estágio mais evoluído que o nosso. Esta escala da evolução diz respeito à quão pesada é nossa matéria se comparada a deles. Ou seja, quanto mais fluída e leve a composição da massa, mas purificados e perfeitos supúnhamos ser.
Para se ter uma ideia o autor argumenta que, assim como os ETs de Spielberg, eles são altos e magros. Suas cabeças são grandes e carregam mais massa cefálica. Suas cinturas são fininhas por terem estômagos muito pequenos, se alimentando de pequenas cápsulas que contém todas as vitaminas e minerais necessários. Sua locomoção, se não me engano, se dá também por flutuação e o sexo é praticado por telepatia. Essa obra é uma psicografia, acreditar ou não é uma questão pessoal.
Embora a publicação desse livro esteja na 17ª edição, a Rover – o carrinho espião lançado pela NASA –, ainda não tinha pousado no solo do planeta vermelho. Você viu as fotos enviadas pela tal navezinha? Hum… e por onde andam os marcianos de Ramatís?
Você se lembra do ET de Passo Fundo? Aquele que aparece numa cena de Sinais? É uma filmagem real vista num documentário pelos personagens de Mel Gibson e seus filhos. Continua valendo a aparência descrita por Spielberg, contudo, no filme de M. Night Shyamalan, eles são bastante hostis. A invasão dos alienígenas se dá pela busca de recursos naturais e pelo roubo das reservas do nosso planeta.
Fica uma questão: por que não vemos a vida nos outros planetas, uma vez que preferimos acreditar que não estamos sozinhos na imensidão do universo, mas vemos o planeta em si?
Fui buscar uma explicação convincente e li o seguinte: ” [...] visto que a composição dos seres dos outros planetas não faz parte da nossa tabela periódica, não sendo compostos de oxigênio e hidrogênio, nós, pobres mortais, não podemos vê-los”.
Beleza! Se tivessem dito que a vida lá é microscópica eu ficaria mais convencido!
Acho que no fundo todos nós esperamos o dia do encontro com a Fada Azul. Aquela da historinha do Pinóquio. Ainda que no filme a fada seja apenas um brinquedo de um parque de diversão submerso no mar, ou povoe apenas a imaginação do boneco de madeira, a minha fada tá mais próxima de Nossa Senhora. Fechar os olhos e imaginar a Santa ou a Fada nos dá esperanças de um dia encontrarmos o lugar onde nascem os sonhos. Preferencialmente os nossos!
O pequeno David só queria ser um menino de verdade. Aceitou, ainda que por um pequeno instante, eternizar o amor que sentia por sua mãe. Não importava que esse amor tivesse sido programado. Nós humanos também fomos programados para amar. Se humanos, se marcianos, se ETs, se androides, se híbridos, ou mesmo Pinóquios, o que vale é a busca pelo amor de verdade!
Acredito em tudo o que escrevi. Acredito em seres superiores a nós. Também acredito no amor, ainda que às vezes ele mesmo se pareça com um ET!
Zé.
That’s all Folks!
Imagem: Getty Images

Hoje estou sem conseguir colocar em palavras o que seu texto me fez pensar… ele me remeteu ao mundo mágico, perfeito, desconhecido, o mundo da ficcão.
Sabe que a tempos não me sentia tão humano, tão na vida real, parece que me tornei tão fraco de magia que não consigo me aproximar dela. Tento entrar, mas a realidade grita a minha porta me fazendo ser só humano… continuo sem ver a Fada Azul.
Sinto falta da pureza de ser criança. Queria sentir de novo a alegria de ter o coração puro, pois acredito que para vermos a Fada Azul, precisamos usar os olhos da alma, precisamos ter o coração puro. Talvez… mas enquanto isso continuo vagando sem asas pela minha vida humana… em busca do amor.
Nossa quanto tempo… como você está? O que anda fazendo? Manda notícias. Um abraco. Patrícia.