Outro dia fui surpreendido com uma cartinha do Google. Eu nunca imaginei que um dia receberia uma correspondência, pelo correio, com aquele logo colorido em azul, vermelho, amarelo e verde. Fiquei muito curioso para saber o motivo pela qual uma das empresas do Google Inc. estivesse à minha procura. E como me encontraram?
A grande verdade é que o Google te acha em qualquer lugar, mas estariam eles me procurando porquê?
Tem algum tempo que uso na página do Blog o AdSense do Google. É uma exibição de um link patrocinado, ou um anúncio aleatório distribuído por eles. Para cada exibição ou clique, alguns centavinhos de dólares são creditados na minha conta. Até hoje não atingi o valor mínimo para receber o primeiro depósito, mas não desisti do serviço. A propósito, tudo o que estou contando aqui é proibido por contrato. Se eles descobrirem serei punido e excluído, então isso é um segredo.
Mas, a tal correspondência trazia um convite para que eu anunciasse o meu Blog no AdWord e de lambuja me deram um crédito de cem reais. Ou seja, em média o meu anúncio poderia ser clicado 300 vezes. Beleza. Para quem nunca recebeu nada de graça até achei a proposta bem interessante. Publicidade que atrai leitores, que atrai visibilidade, que atrai mais leitores e, por fim, money.
Ao abrir a correspondência encontrei impresso o meu nome, meu endereço, meu CPF, a minha identidade, a minha altura, o meu peso, a cor dos meus olhos e o meu signo astral. Tô falando sério, eles sabem quase tudo sobre mim.
Brincadeiras à parte o Google realmente sabe demais. Quanto a oferta? Por ora recusei. Quem daria um clique num anúncio de um Blog de um desconhecido? Só se eu estampasse uma foto minha, e pelado. Ainda assim eu acho que só iria espantar visitante.
Na época da faculdade de jornalismo lembro que tivemos uma matéria específica que falava sobre o Google. Já imaginou a importância e a utilidade da ferramenta para um jornalista? Claro que boa parte das informações estão contidas no próprio site do Google, mas o grande segredo está em saber perguntar o quê se está procurando. Aliás, hoje em dia você até pode fazer uma pergunta na sua busca, com um ponto de interrogação no final, que alguma resposta ele vai retornar. Antigamente não se podia usar pontuação alguma, mas hoje ele é mais esperto do que você.
Existem ainda vários macetes como as aspas, os dois pontos, os prefixos, enfim. A pesquisa vai muito além da barra de busca, da busca de imagens e vídeos, dos serviços do Gmail ou do Orkut, do Google Maps, do Earth ou do Chrome. Também não pense que a busca avançada é o último refúgio dos sabidinhos. Engano. Existem vários outros truques que nem mesmo eu sei usar.
Pois bem, o crédito de tudo isso só poderia ser de americanos universitários. Os caras são chamados de Larry e Sergey. Com esses nomes os sujeitos só poderiam ser nerds e nem namoradas devem ter.
Descobri que o sistema de arquivamento desses bilhões de dados, feito pelo maior mecanismo de busca do mundo, é fantástico. Existem complexos que mais se parecem com pequenos vilarejos, divididos por suas avenidas e prédios, com aparente preocupação ecologia. Alguns desses complexos produzem a sua própria energia e em outros o resfriamento dessas máquinas são feitos por plantas. Já pensou em cultivar algumas bromélias na volta do seu desktop?
Você já experimentou jogar o seu nome no Google? Prepare-se, no mínimo aparecerão homônimos, imagens, vídeos, listas de concursos prestados, processos, perfis, contas a pagar e nenhuma a receber. Vê lá hein, o Google sabe de tudo.
Joguei o meu nome, entre aspas, e a busca retornou 99.100 resultados. Sem aspas o número de ‘ozinhos’ do Goooooooogle ultrapassa os 520 mil. Alguns links são meus ou dizem algo sobre mim, outros não faço a menor ideia do que tratam, e a maioria leva ao meu xará que viveu no século XVIII. Pois não é que o cara vem disputar posição de pesquisa mesmo mortinho da silva?
Só falta inventarem o Google Love. Imagino que essa cartinha todos vão querer receber.
Ah… e não seja estúpido, antes de tudo, pergunte ao Google.
Zé.
That’s all Folk’s!
Imagem: da rede

Que interessante. Joguei o meu nome na pesquisa para ver o que acontecia e também fiquei surpresa. Acho que é bom saber procurar, é bom conhecer os macetes, os códigos, os segredos. Mas também é importante estarmos disponíveis nesse índice, a fim de ser encontrado. Beijos. Teresa.
Guri,
Achei muito curioso o seu texto, e adivinha… fui correndo jogar o meu nome no Google. Achei incrível o resultado. Porém, incrível mesmo é a sua capacidade de escrever sobre assuntos tão diversos e surpreendentes. Neste texto, por exemplo, a tua inspiração surgiu a partir de uma carta do Google. Adorei. Bjs.
Nossa! Perdi as contas de quantas vezes já joguei o meu nome no Google. Não só o meu, mas de uma pá de gente. É… pode ser falta do que fazer, mas achei divertido. Sabe aquela pessoa q me interessa por alguns segundos que seja? Já é o bastante para levar uma “googleada”. rs… é incontrolável. Já andei pesquisando sobre eles também. Acredito que não tinham namorada há alguns anos. Hoje já deve ter uma pá de seguidoras-google querendo levar alguma vantagem nisso… rs
beijos!
Tenho uma amiga que sempre fala uma frase mais ou menos assim:
“Me joga no Google, me chama na pesquisa, e depois diz que eu era tudo o que tu procurava”.
Adorei essa frase, tive que dividir com vocês… hahaha.
Muito interessante seu texto, aliás… Já volto, vou jogar meu nome no Google.
Ai que saudades campineiras… que vontade de você estar no teatro aqui do meu ladinho… um chopp, um vinho e muitos sorrisos de uma afinidade ímpar… Estou com saudades de você… então venho ao seu blog que assim sinto você ao meu lado em um sarau literário. Beijos.