O TEATRO

ÍNDICE DE PEÇAS

TEXTOS:

  • A ESCOLHA [2009]
  • 15 MINUTOS DE FAMA  [2010]

Nunca imaginei que um dia escreveria para teatro. Escrever crônicas é muito mais fácil. Elas têm um início, um meio e um fim mais definidos. São, quase sempre, atemporais. Já o teatro exige conhecimento. O autor tem apenas o palco para contar uma história que, geralmente, não acaba em si. Em sessenta páginas, em média, ele precisa sustentar o argumento inicial, dar forma ao que pretende dizer, e encher de vida as suas personagens.

Em A ESCOLHA eu divaguei sobre o mundo da psicanálise. Aliás, não falei nada sobre psicologia, mas usei como pano de fundo da trama uma sessão de análise. As quatro personagens são riquíssimas e fazem parte do universo dos meus pensamentos. A Teresa é a minha grande paixão. Foi por ela que resolve escrever. Claro, ao longo da trama me permiti a licença poética para segurar os conflitos e as soluções apresentadas.

Na peça 15 MINUTOS DE FAMA (ainda não registrada) consegui contar uma bela história de amor, daquelas que fazem com que a gente torça para que os apaixonados fiquem juntos no final. O título vem da crítica ao atual cenário da banalização da cultura e das celebridades instantâneas, já pronunciado na célebre frase de Andy Warhol.

Eu, particularmente, me surpreendi com as belas histórias que criei. Acho que nessa hora o criador é, em parte, o dono da criatura, mas, muitas vezes, se torna um pouco do mostro. As minhas personagens foram, definitivamente, mais fortes do que eu e determinam as suas vidas com uma firmeza que nem mesmo eu tenho para guiar a minha.

Zé.

That´s all folks!

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