A chuva gelada que cai no telhado de barro produz um som constante que embala o sono de toda a gente. Na grama o sapo coaxa e as cigarras que inundavam o verão já se foram. Cada qual, debaixo de dois ou três cobertores enrosca um pé no outro ou no pé do outro, para se esquentar e dormir. É tarde, e hora que outra se ouve os passos dos sujeitos de guarda-chuvas. Eles passam bem próximos à janela que dá para a calçada da casa.
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