A madrugada tá gelada na minha cidade e a previsão é de que as temperaturas baixem ainda mais em quase todo o país. No Sul os termômetros têm marcado menos de um grau. Dizem que não dá vontade sequer de tomar um banho. Não tem roupa que chegue para que as pessoas se sintam aquecidas. Como será que os indivíduos sobrevivem no Alaska? Vai saber.
Adoro quando meus amigos reaparecem do nada. Tem semanas que todo mundo resolve me procurar e em outras parece que o mundo inteiro me esquece. Estranho, parece coisa combinada. Imagino que a Física diria que isso se dá pela emissão de energias que se atraem ou que se repelem de um para o outro.
Você já teve a oportunidade de tomar um café colonial, num dia ensolarado e frio, na cidade de Gramado? Não? Pois bem, vou tentar descrever o quê a gente sente quando vê saltar aos olhos aquela mesa cheia de guloseimas. Os pães são os mais variados, os biscoitos são recém saídos do forno de lenha. Tem os amanteigados, os de polvilho. Também tem os de farinha de maizena, de milho, de rosca. As geleias são as mais diversas, dos frutos tropicais mais deliciosos que se possa imaginar. Tem as de morango, de figo, de amora, de ameixa, de pêssego. Os bolos e as tortas são de dar água na boca. Marta Rocha nunca se sentiu tão desejada quanto naquela magnífica e distante colônia alemã.
Hoje vou me levar para passear. Tô me sentindo a minha melhor companhia. Vou pedir dois cafés, um para mim e um para o meu outro eu. Vou levar esse cara para conversar com os seus próprios pensamentos; para fugir do caos que se instalou nos últimos dias. Mas, preciso confessar aqui que o melhor está na boa companhia que o outro faz.