Outro dia alguém me falou que estava feliz e que a vida seguia seu curso com tranquilidade. Disse também que naquela manhã o sol que fazia era de um brilho intenso, e que apesar do frio dava vontade de correr. Fiquei pensando em qual seriam as coisas necessárias para que o homem se sentisse feliz. Pensei também no tipo de resposta que cada um dá quando o seu espírito experimenta a paz. Para alguns, entretanto, o estado de paz pode ser o inferno astral da própria inquietude humana.
Você assistiu ao filme A Marcha dos Pinguins de Luc Jacquet? Eu tive o prazer de comprá-lo para o meu acervo pessoal. Só pude vê-lo agora, mas seu lançamento foi em 2005 e em 2006 recebeu o Oscar de melhor documentário. Para mim, existem obras que valem a propriedade e devem estar sempre ali, na estante, catalogadas e eternizadas. Minha coleção ainda é pequena, mas desde já prefiro os filmes de arte e esse é um deles.
Os dias passam acelerados e essa velocidade acaba com o tempo da gente. Cada vez que me olho no espelho a face parece mais cansada, as pálpebras estão mais caídas, e percebo uma ruguinha ou outra que antes eu não via. E assim esse tempo se vai, escoando por entre os dedos, passando, passando e passando.
A verdade mais exata do homem está no seu código genético – no DNA. Depois de concebido não há como alterá-lo, tão pouco fugir dele. As informações herdadas dos nossos pais estão contidas no nosso sangue, nas nossas células, nas nossas moléculas. São elas que determinam com exatidão a nossa altura, a cor dos nossos olhos, a cor da pele e do cabelo, nossa capacidade de aprendizado, enfim. Sem falar que o gene define a sexualidade, parte do caráter, e até mesmo traços da nossa personalidade, embora possamos moldar a nossa individualidade com o tempo e com as nossas experiências.